Dando continuidade ao texto anterior que falava sobre o minimalismo como filosofia de vida, este post falará sobre o que deve ser considerado necessário nas nossas vidas. A questão fora mencionada em outros textos, como aquele sobre planejamento financeiro, além do próprio texto anterior, mas com foco um pouco diferente. Antes de mais nada, reitero que minha intenção jamais seria impor meu estilo de vida a quem quer que seja. Busco apenas apresentar novas ideias aos que ainda não as conhecem.

 

Ilha de Paquetá

 

O que é necessário para você?

O que é necessário para você? A pergunta chave. O que é necessário para mim pode não ser o que você julga necessário para si e sua família. Reconhecer aquilo que é principal na sua vida é a primeira grande tarefa. Parece fácil, mas nem sempre. Ao longo dos anos acabamos por adquirir diversos hábitos e transformá-los em parte do nosso dia a dia. E será que eles precisam mesmo fazer parte?

O básico todos nós conhecemos, mas vez ou outra deixamos de lado. Família (seja ela a de sangue ou a que construímos para nós), amigos, saúde, felicidade, alimentação. E o que mais? Necessário e essencial será sempre aquilo que te traz verdadeira satisfação com sua vida (que é única!). Descobri com o tempo que, para mim, o essencial não passa dos itens básicos, mas que a minha carreira também me traz satisfação e crescimento, tanto pessoal quanto para o próximo, e que eu devo investir nisso. Mais do que um cargo poderoso, tenho uma profissão significativa. Não busco dinheiro ou fama e tais coisas não me agradam. Para alguns a religião também é um dos fatores fundamentais, que carece de grande dedicação.E outros buscam sim a fama e o dinheiro.

 

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Abrir mão do que não é necessário

Quais são as coisas das quais você jamais abriria mão? O carro? A tv a cabo? Pense com cuidado, com carinho, e faça uma lista detalhada separando aquilo que você quer daquilo que você precisa. São duas categorias diferentes, afinal. Só porque algo é útil, não significa que é necessário. Um exemplo bobo, mas que ilustra com perfeição o que quero dizer: recentemente comprei um descascador de alimentos, por indicação da querida Renata. Me apaixonei por ele e simplifica bastante o processo de descascar os legumes, mas de fato não era algo necessário, pois antes eu descascava muito bem com a faca. Isso significa que eu deva me livrar dele? Não exatamente. Como dito, é útil e facilita a minha vida (e custou lindos R$2,50). O que pesa na decisão é avaliar se, seja lá o que for, está te trazendo mais benefícios ou mais dor de cabeça. Se vale a pena o tempo trabalhado, o stress causado em troca de manter determinados itens ou rotinas.

Internet é algo do qual jamais gostaria de abrir mão. No entanto, em meio ao meu grande vício (pois, sim, é um vício e me prejudica em muitos quesitos, algo que preciso mudar), vivi mais de um ano sem tê-la em casa. E consegui. E se eu consegui significa que não era algo estritamente necessário. Ou era? Pense naquilo que você acha que jamais conseguiria abrir mão, incluindo bens materiais, facilitadores, vícios. Tente passar algum tempo sem. Surpreenda-se.

 

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Viver bem com pouco

Viver com pouco também não significa viver na pobreza, estar endividado e mesmo assim sobreviver ou restringir as horas de lazer. Infelizmente a expressão vem carregada de sentimento pejorativos. Viver bem significa administrar melhor seu dinheiro e tempo a partir das suas prioridades. E pouco pode significar poucos móveis, poucas roupas, poucos sapatos, poucos utensílios, poucos compromissos, poucas responsabilidades, pouco stress.

Eu não tenho um carro, um smart phone, roupas e maquiagens de marca (sendo sincera, estas até tenho, mas não fazem mais parte da minha lista de compras). Na verdade, posso listar exatamente e em apenas um pequeno parágrafo todos os móveis e utensílios que possuo na minha casa. Direi apenas os móveis: tenho uma cama, um armário, uma mesa, um fogão, uma geladeira e quatro prateleiras. E não preciso de mais nada. Há alguns anos, em 2007, vi um colega viver em um apartamento com características bastante parecidas com as que acabei de descrever e o susto foi grande. Cinco anos depois, entendo exatamente a beleza daquele apartamento.

As fotos que ilustram o post de hoje são da vista que tenho da rua em que moro. Seja feliz com aquilo que você tem. Vale a pena.

 

Categorias: Café e Prosa, Minimalismo | 06/10/2012

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2 Responses so far.

  1. Fulano says:

    Como você é simples , podia existir neste mundo mais mulheres como você.

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  2. andrea says:

    bom gostaria de saber se vc tem notbook e tv? bom vc como vc faz quanto recebe visitas? pensei em viver de maneira similar a vc nos proximos meses pois estarei mudando de cidade e vamos combinar nao th muita grana no banco para mobiliar um apto nem uma casa por isso li seu artigo aguardo resposta

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